Foi assim que começou

 

 A velejada de hoje foi especial. Em vários sentidos.

 

O tempo não estava lá essas coisas, mas o melhor programa para um domingão, mesmo chuvoso, é velejar.

 

Um acidente na semana passada com a genoa - que enganchou na cruzeta e rasgou  - nos fez trocar essa vela por uma outra menor, que veio com o barco. Ontem o Bob já tinha ido velejar sozinho(viciado) e me dito que a cambada estava bem mais fácil com a vela menor e hoje pudemos sentir a diferença. Para mim foi muuuiiittoooo mais fácil “pilotar” os cabos. O barco adernou menos e continuou andando direitinho. A cambada foi mais rápida, caçar a vela depois, também. Ótimo. Importante para nosso conforto e segurança. O Bob já está treinando, e conseguindo, fazer tudo sozinho. 

 

Bom, fomos lá. Hoje só Bob, Mamá e eu. Sem os barcos ou os amigos por perto. Resolvemos ir um pouco mais longe, dar uma voltinha fora da baía de Aratu. Que tal ilha de Maré? Boa idéia.

 

A ilha de Maré é um lugar especial para nós. Eu ainda não escrevi isso aqui, mas foi lá que começou a nossa vontade de velejar.

 

O oratório de Maré é um restaurante na Ilha de Maré, tipo um clube. No passado era um destino de muitos velejadores, lugar agradável, piscina natural, boa cozinha regional, perto dos clubes de vela, etc. Um dia fui contratada para fazer um trabalho para esse cliente, a idéia era revitalizar o lugar. Ok. Fui lá conhecer o lugar, fiz o trabalho, tudo ótimo. Gostei muito de lá, mas só chega quem vai de barco.

Num belo fim de semana, Bob e eu estávamos de bobeira em casa e resolvemos ir para lá, mesmo sem barco. Fomos para a Marina de Aratu e ficamos por lá, íamos perguntar se havia algum transporte para a ilha mas não deu nem tempo.Chegamos na Marina e fomos andar no píer para ver os barcos, resolvemos perguntar, só por curiosidade, para uma família que estava se preparando para sair, se havia algum veleiro à venda e eles disseram que estavam vendendo o deles, acho que era um Brasília 23, o nome era Santo. Acabaram nos convidando para dar uma voltinha e essa voltinha durou o dia inteiro. Era uma família super especial, um casal e três filhos adolescentes, muito simpáticos. Passamos um dia delicioso velejando. Saímos de lá com um desejo: comprar um veleiro. Isso foi há, mais ou menos, 5 anos atrás.

 

Todo esse tempo passou rápido. A gente nem percebe. Muito trabalho, o nascimento da Mamá, compramos um ap, enfim, a vida tomou outro rumo mas o desejo ficou lá.

 

Hoje o dia foi especial pois chegar naquele lugar, com o nosso veleiro, com a nossa filinha... foi uma vitória. Foi a sensação de que não abandonamos os bons sonhos que temos e que vale a pena batalhar para conquistá-los.

 

Tudo de bom. O vento, o mar, o lugar, a família, a vida...e a chegada na poita, só na vela :)

 

 

 

 

 

 

 

PS. Para não falar só de vela,  preciso registrar outra paixão. Tenho paixão pela culinária, por pratos diferentes, por sabores, por temperos, por qualquer tipo de comida que seja feita com a alma, como diz meu irmão. Ontem o Zé nos convidou para almoçar e fez um prato baiano que eu nunca havia provado: Moqueca de Ovo. Zé, aquilo foi dos Deuses! Muuuuito bom, especial, feito com a alma. Obrigada.

 

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